Huawei, da China, persegue a cúpula do smartphone depois de passar pela Apple

PSL VAI TRAZER A CHINA PARA CONTROLAR BRASILEIROS? - OLAVO DE CARVALHO (Julho 2019).

Anonim

A Huawei anunciou na sexta-feira que poderá substituir a Samsung como a maior fabricante mundial de smartphones até o final do ano que vem, poucos dias depois de os dados terem mostrado que superou a Apple no segundo lugar, apesar de estar praticamente impedida de entrar no mercado norte-americano.

O chefe da divisão de consumo da Huawei, Richard Yu, fez a observação no lançamento de resultados de negócios para o primeiro semestre de 2018, durante o qual a Huawei disse que vendeu mais de 95 milhões de smartphones, um aumento de cerca de 30%.

"Não há dúvida de que nos tornaremos o número dois no próximo ano. No quarto trimestre do ano que vem, é possível que nos tornemos o número um", disse Yu em Shenzhen, a cidade do sul da China onde a Huawei está sediada.

Ele acrescentou que "os últimos seis meses foram incríveis".

A Huawei ficou em segundo lugar com a Apple em um mercado global de smartphones durante o segundo trimestre, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela empresa de pesquisa de tecnologia da International Data Corporation (IDC).

A titã sul-coreana Samsung permaneceu no topo em abril-junho, transportando 71, 5 milhões de aparelhos para uma participação de mercado de 20, 9%, informou a IDC.

Mas a Huawei vendeu 54, 2 milhões de telefones para uma participação de mercado de 15, 8%, seguida pelos 41, 3 milhões de iPhones da Apple, que deram a ela 12, 1% do mercado.

Foi a primeira vez desde o início de 2010 que a Apple não estava entre as duas primeiras.

A IDC informou que 342 milhões de smartphones foram embarcados durante o segundo trimestre, uma queda de 1, 8% em relação ao mesmo período de 2017 e o terceiro trimestre consecutivo de declínios ano a ano.

A saturação do mercado e o aumento dos preços estão entre os fatores culpados pelo arrefecimento das taxas de crescimento.

Líder em equipamentos de telecomunicações globais, a Huawei está basicamente impedida de vender telefones nos Estados Unidos por motivos de segurança, devido a suspeitas de ligações da empresa com o governo chinês.

A Huawei há muito disputou esses links.

Congelada fora do mercado de telefonia dos EUA, a Huawei fez incursões em todo o mundo, enviando grandes volumes de seus aparelhos mais baratos na Europa, África e Ásia.

Mo Jia, analista de mercado de smartphones da Canalys, com sede em Xangai, disse que atingir o objetivo de Yu em 2019 seria "muito desafiador", devido à crise de mercado e à concorrência.

"Afinal, ele não tem a capacidade de entrar no terceiro maior mercado do mundo - os EUA. Essa é uma falha óbvia", disse Mo.

"Para a Huawei superar a Samsung, depende se ela pode continuar com a atual estratégia de buscar o volume de produtos de baixo custo".

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